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Mulher conta como socorreu garota torturada por adolescentes, em Goiás

Vídeo registra quando estudante é espancada e colocada em cova. Quatro menores foram apreendidas por ato infracional, em Trindade.
 Foto: Adolescente de 14 anos levou socos, pauladas e facadas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) 

ADOLESCENTE TORTURADA

A mulher que ajudou a socorrer a garota de 14 anos que foi torturada por quatro adolescentesdiz que assistia a um programa de televisão quando foi surpreendida pelos gritos da vítima em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Ela olhou pelo muro e viu a menor machucada. A vítima estava sozinha porque as agressoras tinham ido lavar as mãos.

“Minha filha ajudou ela a pular o muro. Coloquei ela para dentro e tranquei as portas porque não sabia se tinha alguém atrás. A minha intenção foi ajudar. Mandei minha menina chamar a mãe dela na casa dela”, declarou a mulher, que prefere não ser identificada. Em seguida, a adolescente foi levada de carro para um hospital.

Quatro adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, foram apreendidas suspeitas de cometer o ato infracional. O caso foi filmado por uma das autoras . Todas as envolvidas se conhecem e estudam na mesma escola.

A testemunha conta que se assustou com a agressão. “Nossa, a gente fica num susto tremendo. Isso não é coisa que se faça com ninguém. O que tem na cabeça de uma pessoa dessas?”, questiona.

O caso chamou a atenção de alunos e professores da escola em que as envolvidas estudam. Coordenador do turno vespertino do colégio, Guilherme Durans disse que nunca imaginou uma atitude como essa por parte das estudantes.

“Nunca houve problema com nenhuma delas. Foi onde nós ficamos mais abalados porque elas não demonstravam nenhum tipo de agressividade nunca deram outro problema interno”, declarou Durans.

Intenção era matar
A menina foi atraída para a casa de uma das suspeitas na última quinta-feira (29) sob o pretexto de que haveria uma festa no local. Ao chegar, ela foi esfaqueada e agredida com pedaço de pau e um facão em uma sessão de tortura que durou quase 4 horas.

Até mesmo uma cova foi feita no quintal da casa para que a menina fosse sepultada. “Elas começaram a me bater, me amarraram, me mostraram onde eu iria ser enterrada. Nisso, me deram uma facada e me colocaram na cova. Pensava só que eu ia morrer", contou a vítima.

Ao relatar o que aconteceu, uma das menores, de 14 anos, se indignou porque a vítima conseguiu escapar. "Todo mundo aqui estava com raiva dela. Porque ela não gosta da gente por causa desse negócio de namoradinho. No nosso pensamento, íamos bater nela, ela ia morrer e nós íamos enterrar ela. Só que aí não deu certo porque nós somos frouxa, sabe. Nós não damos conta de começar o serviço e terminar", disse.

A mãe da menina torturada disse que as duas tiveram que mudar de casa depois do que aconteceu. "As cicatrizes dela são por fora, mas a minha vai ser por resto da vida. Eu não consigo. Até agora acho que não caiu minha ficha ainda", desabafa.

Motivo do crime
Segundo a delegada Renata Vieira, responsável pelo caso, a vítima estava contando com a ajuda do ex-namorado de uma das suspeitas para organizar sua festa de 15 anos. O fato teria provocado ciúmes e culminado com a tortura.

"As menores afirmaram que a vítima ficou com esse rapaz. Esse seria o principal motivo. Elas eram colegas de escola, e uma delas a conhecia há pelo menos dez anos", disse ao G1.

Internação
O grupo foi apreendido e apresentado ao Poder Judiciário. O Ministério Público representou pela internação, que foi aceita pela juíza Karine Spinelli. "É assustador. Realmente eu ainda não tinha me deparado com uma situação dessa. E a gente observa a frieza nas confissões e a crueldade com que os atos foram praticados", afirmou.

Por enquanto, as garotas estão em uma cela isolada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) à espera de vaga em algum Centro de Internação, onde devem ficar por pelo menos 45 dias. Esse é o prazo para o judiciário definir se elas devem ou não permanecer internadas.

A delegada disse que as menores serão indiciadas pelo ato infracional análogo aos crimes de tortura e tentativa de homicídio. Se condenadas, podem ficar no máximo três anos internadas.

 



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